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Para especialistas, Oscar Schmidt impulsionou a paixão pelo basquete no Brasil

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Para especialistas, Oscar Schmidt impulsionou a paixão pelo basquete no Brasil

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A força de um ídolo no esporte não se mede apenas por títulos ou recordes — mas pela capacidade de mudar hábitos, criar audiência e transformar uma modalidade em paixão coletiva. Esta foi a marca do jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos, na última sexta-feira, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele faz parte de uma linhagem rara de atletas que redefiniram o interesse do público por suas modalidades — como o “efeito Senna”, impulsionado por Ayrton Senna na Fórmula 1, e, anos depois, a popularização do tênis com Gustavo Kuerten.

“Ninguém imaginaria que no país do futebol, aprenderíamos a amar o basquete por causa de um brasileiro que é sinônimo de resiliência, dedicação, longevidade e superação”, diz Renê Salviano, especialista em patrocínios e ativações de marketing esportivo. Mas Oscar ajudou a abrir espaço para o basquete no imaginário popular.

Para especialistas, ele pertence a uma prateleira raríssima de ídolos nacionais que extrapolaram o esporte e se tornaram referências culturais. “Mostrou que excelência, consistência e personalidade também constroem legado e ajudou a provar que o esporte brasileiro podia competir e inspirar em qualquer modalidade”, analisa Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM.

Dentro de quadra, o apelido “Mão Santa” virou marca registrada, ainda que o próprio jogador tratasse de desmistificá-lo: talento, para ele, era resultado de repetição e treino. “A mão não é santa, é treinada”. Segundo maior pontuador da história do basquete mundial, Oscar deixa mais do que recordes; deixa um legado de amor incondicional ao esporte, além de posicionamentos firmes e, por vezes, controversos, como diz  Reginaldo Diniz, CEO da End to End.

Entre as décadas de 1980 e 1990, período em que o acesso a outros esportes era limitado, Oscar protagonizou momentos históricos com a seleção brasileira, especialmente em Jogos Pan-Americanos e Olimpíadas. “Ele quebrou a barreira de visibilidade do basquete no país”, afirma Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo. Ao transformar desempenho em identificação, Oscar Schmidt consolidou um princípio essencial da indústria esportiva: ídolos não apenas vencem jogos — eles criam mercados, formam públicos e reescrevem a cultura esportiva de um país.

Fonte: veja.abril.com.br

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