O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comunicou a troca de seu número de celular depois de ter seus dados pessoais de contato vazados publicamente. Em publicação no X nesta segunda-feira, 25, ele relata que passou a receber mensagens ofensivas e de deboche depois do vazamento.
“No mesmo dia que foi publicado o relatório da Polícia Federal com o meu indiciamento, coincidentemente, vazaram meu número de celular”, diz a publicação.
Além do número de celular, Eduardo também relacionou o sequestro de sua mãe e seus avós, ocorrido neste fim de semana, ao que classifica como “vazamentos seletivos” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
No mesmo dia que foi publicado o relatório da @policiafederal com o meu indiciamento, COINCIDENTEMENTE, vazaram meu número de celular.
Entre insultos e chacotas que passei a receber, comunico que mudei meu número. pic.twitter.com/XwQRKo8DFN
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 25, 2025
PF acusa Eduardo Bolsonaro de interferir em investigações
O indiciamento de Eduardo Bolsonaro faz parte da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Segundo a Polícia Federal (PF), ele teria promovido, nos Estados Unidos, articulações para pressionar autoridades brasileiras e aplicar sanções, com o objetivo de interferir no processo.
A apuração começou em maio, por ordem de Alexandre de Moraes. O relatório final aponta que o deputado, junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao jornalista Paulo Figueiredo e ao pastor Silas Malafaia, buscou influenciar a Ação Penal 2.668, relacionada à tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
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De acordo com a PF, o grupo teria mirado instituições democráticas, principalmente o STF e o Congresso Nacional, para submetê-las a interesses próprios. Os investigados teriam tentado pressionar o Judiciário e, mais recentemente, a Câmara e o Senado, com o objetivo de alterar decisões.
Sequestraram meus avós e minha mãe gritando: "sabemos que o Bolsonaro faz PIX para vocês, cadê a grana?!" Desculpem os palavrões, mas não há outro adjetivo para o que estamos vivendo.
**O delegado federal que me refiro no vídeo é RODRIGO MORAIS. pic.twitter.com/bblMGCUZ0N
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 24, 2025
O relatório afirma que, entre as ações, estavam tentativas de persuadir parlamentares a aprovar anistia e afastar ministros do Supremo por supostos crimes de responsabilidade. O documento cita ameaças de sanções aos presidentes da Câmara e do Senado, o que configuraria tentativa de limitar o funcionamento do Legislativo e influenciar o Judiciário.
O material foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que deve encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral, Paulo Gonet, decidirá se vai oferecer denúncia, requisitar novas investigações ou pedir o arquivamento.
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Fonte: revistaoeste.com

