O pedido de habeas corpus será analisado pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), tendo como relator o desembargador Marcus Henrique Pinto Basílio.
Independentemente da decisão, não está nos planos de Salvino pedir afastamento ou licença de seu mandato na Câmara do Rio. A operação que levou à sua prisão ocorreu nesta quarta-feira (11) e, desde então, ele não pôde comparecer a duas sessões legislativas.
Guerra política entre Paes e Castro
A ação deu o que falar entre os gigantes da política fluminense. A bancada do PSD na Câmara e o próprio prefeito Eduardo Paes saíram em defesa do colega, que já foi secretário municipal de Juventude e foi eleito em 2024 com mais de 27 mil votos.
O partido questiona as circunstâncias, o “caráter eleitoreiro” e os argumentos usados para a prisão de Salvino, com fortes críticas ao governador Cláudio Castro (PL), que chegou a chamá-lo de “braço direito do Comando Vermelho na Prefeitura do Rio”. A sigla também denuncia um suposto uso político da Polícia Civil para perseguir adversários.
Do outro lado, o governador e o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, rebateram as críticas, afirmando que a investigação envolveu todas as esferas legais e teve início em 15 de outubro de 2024. A cúpula do Palácio Guanabara garante que todas as fases do processo foram seguidas corretamente e que o órgão “não escolhe alvo por posição política”.
Fonte: temporealrj.com


