Em outubro de 2025, Saad assinou uma manifestação da Procuradoria-Geral do Estado favorável à retomada das atividades da Refit, que havia sido interditada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O documento foi apresentado à Justiça após um pedido do então governador Cláudio Castro. Na manifestação, a PGE argumentou que a paralisação da refinaria teria impacto sobre a arrecadação do estado e poderia retirar cerca de R$ 1 bilhão do plano de recuperação judicial da empresa.
Além de Saad, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a “Operação Sem Refino”, da Polícia Federal, também teve como alvos o ex-governador Cláudio Castro e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, em uma apuração sobre suspeitas de fraude fiscal. Magro é apontado pela Receita como o maior devedor de impostos do país. No Rio, as empresas do grupo devem R$ 21,4 bilhões em ICMS, e a Refit responde por R$ 14,3 bilhões desse total.
A PF apura suspeitas de fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e envio de recursos ao exterior. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros.
Com informações da Coluna Guilherme Amado.
Fonte: temporealrj.com


