Eles foram condenados pelo juiz Daniel Calafate Brito ao pagamento de multa de R$ 11,7 milhões, que corresponde ao dobro do prejuízo causado ao erário, de R$ 5,6 milhões. Segundo as investigações, o valor poderia ter chegado a R$ 65 milhões se as demais operações não tivessem sido canceladas.
Edmar Santos era um dos principais responsáveis pelas ações de combate à pandemia no Rio. Enquanto o número de casos explodia e a população sofria com a falta de leitos, o secretário de saúde foi acusado pelo Ministério Público de superfaturar a compra de medicamentos, testes rápidos e respiradores.
A defesa de Edmar Santos rechaçou integralmente os termos da sentença e disse que vai apresentar recurso. Já a defesa de Gabriel Neves disse que não existem provas no processo para condenação dele.
Os dois ocuparam cargos na administração do ex-governador Wilson Witzel
Exonerado do cargo, Edmar Santos fechou um acordo de delação premiada em 2020, admitiu o desvio de dinheiro público, e disse que o então governador Wilson Witzel também recebia propina.
Meses depois, Witzel sofreu impeachment, mas Edmar continuava na folha de pagamento do estado. Ele é servidor concursado e tem duas matrículas: professor da Uerj e oficial médico da PM.
Com informações do g1.
Fonte: temporealrj.com


